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O que comer em Pernambuco: pratos típicos, doces e onde provar

A culinária de Pernambuco é um passeio completo, com receitas que misturam tradição, criatividade e ingredientes que contam a história do estado em cada garfada. Vem com a gente descobrir os pratos e doces mais emblemáticos, além de dicas de onde provar tudo isso do jeito certo.

Como é a culinária típica de Pernambuco?

 

A culinária típica de Pernambuco tem identidade forte e, ao mesmo tempo, muita mistura. Ela nasce do encontro entre saberes indígenas, técnicas portuguesas e influências africanas, com temperos, métodos de preparo e ingredientes que atravessaram séculos e continuam vivos na mesa do dia a dia.


O estado costuma equilibrar dois mundos no mesmo cardápio: o litoral, com peixes e frutos do mar, e o interior, com receitas mais robustas, à base de milho, mandioca e carnes bem temperadas. Essa variedade faz com que cada região tenha seus “clássicos”, sem perder o sotaque pernambucano.


Quem chega cedo percebe um costume local que vale a experiência: o café da manhã é levado a sério. Tapioca na chapa, cuscuz de milho, macaxeira, inhame, bolos simples e frutas entram como refeição de verdade, daquela que prepara o corpo para o ritmo do dia.


No almoço e no jantar, o coco aparece como assinatura, seja no leite de coco, seja no toque adocicado que conversa com o salgado. Caranguejo, siri, camarão e peixes ganham versões com caldos, moquecas locais, ensopados e acompanhamentos que variam conforme a casa, sempre com aquele ar de comida feita com prática.


E há um fio histórico que puxa muito do sabor do estado: os engenhos e a cultura da cana. Mel de engenho, rapadura e melaço entram em receitas, sobremesas e até em combinações mais simples, como um queijo coalho bem servido com algo doce, sem precisar de mais nada.


Para beber, a pedida é acompanhar com sucos e refrescos de frutas regionais, como caju, cajá e graviola, que dão frescor e combinam com pratos mais intensos. É um jeito fácil de provar Pernambuco também no copo, com sabores que você não encontra com a mesma força em todo lugar.

 

Quais são as comidas típicas de Pernambuco?

 

Quando alguém pergunta “o que é comer Pernambuco”, a resposta vem em camadas: tem prato de feira e de domingo, tem receita de litoral com cheiro de mar e tem panela de sertão que pede tempo. Abaixo, um mapa gostoso para você reconhecer os clássicos e escolher por onde começar.

  • Arrumadinho: um prato prático e muito pernambucano, com feijão, carne bem temperada, farofa e vinagrete montados lado a lado. Costuma aparecer como opção de almoço em restaurantes regionais e também como “prato executivo” em dias corridos.
  • Tapioca: presença forte no café da manhã e nos lanches, feita na hora, com recheios que vão do coco com queijo ao frango bem temperado. Leve, rápida e perfeita para quem quer provar um hábito local sem pesar no roteiro.
  • Escondidinho com charque e queijo coalho: conforto em forma de travessa: purê macio, charque desfiada e queijo coalho para finalizar. É o tipo de pedida que funciona bem à noite, em bares e restaurantes, especialmente quando a ideia é comer sem pressa.
  • Peixada pernambucana: clássico de litoral, com peixe cozido em caldo aromático, legumes e acompanhamentos que variam conforme a casa. É uma boa escolha para almoço, sobretudo em dias de praia, quando o paladar pede algo saboroso, mas equilibrado.
  • Caldinho: servido em copo, quente e direto ao ponto, aparece em bares, festas e fins de tarde como acompanhamento perfeito para conversa e brinde. Feijão, peixe, camarão e até sururu costumam entrar na lista, dependendo do lugar.
  • Chambaril: prato de pegada forte e muito ligado ao interior, preparado com corte bovino e cozimento longo até ficar macio. É comum em almoços de fim de semana, daqueles que resolvem a fome com seriedade.
  • Mão de vaca: ensopado encorpado, feito com mocotó, tempero bem construído e caldo que aquece de verdade. Pode assustar quem não está acostumado com receitas de miúdos, mas costuma conquistar pela textura e pelo sabor.
  • Buchada: aqui vale um aviso elegante: é um prato intenso, feito com vísceras e temperos marcantes, muito associado ao sertão e às festas tradicionais. Para o turista curioso, a dica é simples: prove em um lugar especializado, onde a execução respeita técnica e tradição.
  • Sarapatel: outra receita de personalidade, com miúdos e sangue cozidos com temperos, normalmente servido com farinha. Entra bem como tira-gosto e costuma combinar com aquela mesa de bar em que o pedido vem para compartilhar.
  • Dobradinha: feita com bucho, feijão-branco e linguiça, é uma herança portuguesa que ganhou sotaque nordestino. Em geral, tem sabor marcante, mas menos “impactante” do que buchada e sarapatel, então pode ser uma porta de entrada para quem está começando.
  • Onde provar sem erro: em Recife, casas regionais como o Parraxaxá ajudam a experimentar vários desses pratos no mesmo lugar, com foco em culinária nordestina. Para receitas mais ligadas ao universo do bode e preparos tradicionais, o Bode do Nô é uma referência conhecida por quem busca comida nordestina bem feita.

 

Quais são os doces típicos de Pernambuco?

 

Os doces típicos de Pernambuco têm uma assinatura fácil de reconhecer: milho, mandioca, leite, coco e, claro, a força do açúcar da cana, que aparece em forma de mel de engenho e rapadura. A graça está em provar sem pressa, porque muitas dessas delícias vivem tanto no café da manhã quanto nas festas juninas e nas mesas de família.

  • Arroz doce: cremoso, perfumado e com aquela pegada de sobremesa de casa, costuma aparecer em padarias e em cafés da manhã mais reforçados, muitas vezes com canela por cima.
  • Mungunzá doce: feito com milho branco cozido lentamente até ficar macio, leva leite, açúcar e temperos como cravo e canela, e é presença garantida em épocas de São João.

  • Canjica: parente próxima do mungunzá em várias regiões do Brasil, mas com variações locais no ponto e nos temperos, sempre com textura aconchegante e sabor de festa.

  • Pamonha: doce de milho embrulhado na palha, úmido e delicado, perfeito para quem gosta de sobremesas menos enjoativas, e ótimo para comer ainda morno.

  • Broa de milho: simples e certeira, combina com café e com conversa, e muitas vezes ganha um toque de erva doce ou coco, dependendo da receita da casa.

  • Queijo manteiga ou queijo coalho com mel de engenho: aqui o doce aparece no contraste. O sal do queijo encontra o mel denso e aromático, criando uma combinação que explica, sozinha, por que Pernambuco leva café da manhã a sério.

  • Coalhada com mel de engenho: leve, fresca e com aquele equilíbrio entre acidez e doçura que funciona bem depois de uma refeição mais pesada.

  • Batata-doce e banana comprida: entram como doce natural, muitas vezes cozidas ou assadas, e são ótimas para quem prefere sobremesas mais simples e sem muito açúcar.

  • Sucos de frutas regionais: pitanga, acerola, graviola e caju não são doces em si, mas fazem parte do ritual da mesa, e ajudam a fechar a refeição com frescor e sabor local.

 

O que o pernambucano come no café da manhã?

 

Em Pernambuco, café da manhã não é “só um cafezinho”. É um ritual com sustância, feito para começar o dia com energia e com aquele repertório de sabores que já entrega o sotaque da cozinha local.

  • Tapioca na chapa: branca, macia e feita na hora, costuma ganhar recheios simples e certeiros, como coco, queijo coalho ou manteiga.

  • Cuscuz de milho: fofinho e quente, muitas vezes servido com manteiga, ovos ou charque acebolada, e resolve a fome sem complicar.

  • Macaxeira cozida: textura firme e sabor levemente adocicado, ótima com manteiga derretendo por cima.

  • Inhame e batata-doce: entram como base nutritiva, geralmente cozidos, e funcionam bem para quem prefere um café da manhã mais leve e natural.

  • Queijo coalho assado ou queijo manteiga com mel de engenho: aqui o contraste é a estrela, sal e doce se encontram de um jeito que vicia.

  • Charque frita acebolada e carne de sol assada: para quem gosta de café da manhã “de verdade”, com proteína e tempero.

  • Broa de milho: bolo simples e perfumado, excelente para acompanhar café ou chá, com aquele gosto de receita antiga.

  • Pamonha e canjica: pedidas típicas que aparecem com força em épocas festivas, mas que também surgem em mesas mais tradicionais.

  • Mungunzá: cremoso, com milho branco e temperos quentes, é um clássico que costuma render conversa e repeteco.

  • Arroz doce: sobremesa que vira café da manhã sem pedir licença, especialmente quando vem bem cremoso e com canela.

  • Coalhada: refrescante e leve, fica ainda melhor com mel de engenho ou frutas.

  • Banana-comprida e frutas da estação: fecham o prato com doçura natural, e ajudam a equilibrar um café da manhã mais encorpado.

 

Caju: a fruta típica de Pernambuco

 

Em Pernambuco, o caju é presença de rotina: aparece no copo gelado no calor do litoral, vira doce de balcão no Centro e entra como ingrediente certeiro quando a cozinha quer um toque tropical sem complicar.


Ele é nativo do Brasil, com origem ligada ao Nordeste, e tem dois portes bem conhecidos, o cajueiro comum, que pode ficar grande, e o cajueiro anão, mais baixo e usado em cultivos comerciais.


A curiosidade que pouca gente sabe é que o “caju” que a gente morde é, na verdade, um pseudofruto, e a castanha é o fruto de verdade. Quando você entende isso, tudo faz sentido: do perfume do pedúnculo suculento ao sabor marcante da castanha depois de torrada.


Na mesa pernambucana, ele funciona em várias versões. Suco, refresco, geleia e sobremesas de travessa são clássicos, e a castanha entra como petisco, ingrediente de farofas, cobertura crocante e finalização elegante para pratos mais autorais.


Se quiser pegar o caju no auge, procure a fruta na época de frutificação do cajueiro, que costuma acontecer entre setembro e janeiro, quando o sabor fica mais vivo e o aroma entrega o frescor logo no primeiro corte.

 

Melhores restaurantes em Pernambuco de comida típica pernambucana

 

Se a sua viagem passa pela mesa, Pernambuco entrega um roteiro completo: do Centro do Recife às ladeiras de Olinda, sempre com tempero marcante, ingredientes locais e aquele clima de “só mais uma garfada” para fechar o dia.

 

  • Restaurante Leite (Santo Antônio, Recife): um clássico centenário para viver a história da cidade também no prato, com serviço tradicional e clima de ocasião especial; o custo tende a ser mais alto e costuma funcionar no almoço, então vale reservar e chegar sem pressa.
  • Parraxaxá (Recife): endereço certeiro para mergulhar nos sabores do Nordeste em um ambiente temático e animado, com opções que agradam tanto quem quer carne de sol quanto quem prefere pratos mais leves; o preço fica entre médio e mais elevado, e reservar ajuda muito em fins de semana.
  • Oficina do Sabor (Rua do Amparo, Olinda): culinária pernambucana com assinatura e criatividade, em um casarão cheio de charme, ótimo para celebrar e provar combinações que valorizam ingredientes da região; é um dos programas mais disputados de Olinda, então reserva é praticamente item do cardápio.
  • Bode do Nô (Recife): comida regional direta ao ponto, porções generosas e clima descontraído, perfeito para quem quer experimentar clássicos nordestinos sem cerimônia; o custo costuma ser médio e, se a ideia for ir à noite, reservar evita espera.
  • Restaurante Tio Pepe (Boa Viagem, Recife): tradição com toque contemporâneo, com destaque para frutos do mar e pratos preparados na hora, em um espaço acolhedor que funciona muito bem para um jantar caprichado; o ticket tende a ser médio para alto e a reserva é uma boa ideia.
  • Restaurante Patuá (Olinda): cozinha pernambucana contemporânea que brinca com técnicas e memórias afetivas, ótima para quem gosta de provar sabores conhecidos sob novas leituras; costuma ser concorrido, então programe-se com antecedência.
  • Carne de Sol do Cunha (Boa Viagem, Recife): pedida certeira para um almoço reforçado com cara de Nordeste, daqueles que combinam muito bem com um dia de praia ou um roteiro mais corrido; o custo tende a ser médio e vale confirmar horários antes de ir.
  • Restaurante Ponte Nova (Recife): boa escolha quando a vontade é de comida reconfortante, com clima de casa e porções para compartilhar; funciona bem como parada estratégica entre passeios pelo Centro e arredores, especialmente no almoço.
  • Restaurante Maria Maria (Recife): opção mais prática para o dia a dia, com aquele espírito de “comida feita para sustentar o passeio” e variedade para diferentes paladares; costuma ser alternativa mais em conta para encaixar no roteiro sem estourar o orçamento.

 

Para fechar esse tour gastronômico com conforto, os hotéis Mercure ajudam a amarrar a logística do seu roteiro: o Mercure Recife Navegantes, em Boa Viagem, é uma base excelente para circular pela cidade, com quartos com wi-fi grátis e área de cozinha, além de piscina e academia; já o Mercure Maceió Pajuçara é um convite para esticar a viagem pelo Nordeste, com localização privilegiada na orla e a poucos minutos a pé da Feira de Artesanato da Pajuçara, perfeito para quem quer mar, sabores regionais e praticidade no mesmo pacote.

 

Sabores de Pernambuco do seu jeito com Mercure

 

Depois de provar pratos de feira, receitas de mar, doces de engenho e cafés da manhã com sustância, fica fácil entender por que Pernambuco conquista pelo paladar. Para explorar tudo isso com praticidade e com aquele toque de dica local que faz diferença, os hotéis Mercure em Pernambuco são uma ótima base, com conforto na medida certa e localização que ajuda você a circular entre bons restaurantes, mercados e passeios culturais sem perder tempo.


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