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Brazil

Comidas afro-brasileiras: influências na culinária do Brasil

Conheça as comidas africanas e afro-brasileiras que influenciaram a gastronomia do Brasil, com sabores, histórias e tradições presentes em diferentes destinos.

As comidas africanas têm grande influência na culinária brasileira, principalmente na Bahia, estado que concentra uma das maiores populações negras do país. É por isso que a cultura baiana carrega marcas tão fortes da herança afro-brasileira, presentes em seus sabores e modos de preparo.

 

Fato é que os alimentos trazidos pelos africanos, assim como as especiarias, foram responsáveis por diversificar os pratos preparados em solo baiano. Contudo, como nem todos os ingredientes estavam disponíveis, foi preciso fazer adaptações, sem deixar de lado as influências africanas, indígenas e dos imigrantes que vieram de Portugal.

 

Quer saber mais sobre essa culinária que é tão saborosa e cheia de história? Então, confira esse conteúdo que vai te deixar com água na boca!

Qual é a comida típica africana?

O continente africano é vasto, e cada país tem seus próprios sabores, ingredientes e tradições à mesa. A culinária revela encontros culturais que aparecem em receitas preparadas no dia a dia e em ocasiões especiais, como:

 

  • Linguiça artesanal de fazenda, muito temperada.

  • Cortes de carnes especiais e exóticas grelhadas na brasa.

  • Espetos de carne marinada com temperos agridoce.

  • Arroz colorido temperado com cúrcuma e passas.

  • Quitandas locais com pães, tortas e doces típicos como o Melktert.

Como as culturas africanas influenciaram a culinária brasileira?

A culinária brasileira, como é conhecida hoje, deve parte importante de sua identidade aos saberes, técnicas e tradições dos povos africanos. Dessa herança vieram ingredientes que hoje fazem parte de receitas muito brasileiras, como o azeite de dendê, o quiabo, a pimenta-malagueta, o leite de coco e o feijão-fradinho. Também foram preservados modos de cozinhar, combinar temperos e preparar receitas que atravessaram gerações.

 

Do encontro desses saberes com os ingredientes nativos e as tradições portuguesas nasceram comidas afro-brasileiras cheias de identidade. Uma cozinha que carrega histórias, celebra a diversidade cultural e convida a conhecer o Brasil também pelos sabores.

Comida típica da África do Sul

Da África do Sul vêm sabores que contam histórias. Entre carnes temperadas, petiscos e receitas que atravessam gerações, alguns pratos ajudam a conhecer um pouco mais da identidade do país:

 

  • Bobotie: um dos pratos mais tradicionais do país e o favorito de Nelson Mandela. Leva carne moída de cordeiro ou boi, temperada com especiarias e curry, e recebe uma cobertura de leite e ovo antes de ir ao forno.

  • Biltong: um dos petiscos mais famosos do país, muito consumido durante jogos de futebol, rugby e críquete. É parecido com a carne-seca brasileira e preparado com tiras de carne secas ao sol. Pode ser feito com carnes vermelhas e também com carnes de animais de caça, como avestruz e javali.

  • Boerewors: é a salsicha tradicional da África do Sul, cujo nome pode ser traduzido como “salsicha de fazendeiro”. Pode ser preparada com carne de cordeiro, porco ou boi, temperada com especiarias. É grelhada e servida no pão, remetendo ao tradicional hot dog, com acompanhamento de uma guarnição parecida com a polenta brasileira, chamada pap.

Comidas típicas do Egito

No Egito, a comida faz parte da paisagem das cidades. Das ruas aos cafés, receitas à base de grãos, leguminosas e especiarias revelam uma cozinha marcada por sabores intensos e tradições que permanecem vivas.

 

  • Koshary: é uma comida típica de rua que pode ser chamada também de Koshari ou de Kushari. O prato conta com a junção de diversos ingredientes como grão de bico, arroz, lentilhas, macarrão, cebola frita e molho de tomate.

  • Falafel: é um alimento também comum ao Oriente Médio, mas em solo egípcio a sua versão é própria, feita com fava seca como substituto ao grão de bico seco. O falafel ainda conta com salsa, endro, alho, cebola, cominho em pó e coentro. Para fritar, as bolas de feijão podem ser empanadas em sementes de gergelim e servidas com pão sírio.

  • Ful Mudammas: outra comida popular e bastante presente nas ruas do Egito, tem também a fava como ingrediente principal. Os grãos ficam de molho durante a noite e, depois de cozidos, são servidos com salsa picada, molho, ovos e pão, especialmente no café da manhã.

Comida típica da Argélia

Na Argélia, ingredientes simples ganham personalidade com o uso generoso de vegetais, temperos e diferentes formas de preparo. São receitas que ajudam a entender a diversidade da cozinha do norte da África.

 

  • Chakchouka: considerado um dos pratos tradicionais da Argélia, é parecido com o ratatouille e preparado com vegetais como tomate e pimentão. O prato é finalizado com ovos mexidos.

  • Chakhcoukha: apesar do nome parecido, é uma receita diferente. Também típica da Argélia, leva pedaços de pão achatados, servidos com grão-de-bico e guisado.

Comidas típicas do Marrocos

No Marrocos, comer também é uma forma de conhecer o destino. Especiarias, cozimentos demorados e receitas servidas tanto nas ruas quanto à mesa revelam uma culinária cheia de identidade.

 

  • Cuscuz Marroquino: também comum no Brasil,  é feito com pequenas bolas de sêmola cozidas no vapor. Tradicionalmente, é servido com guisado, passas e uma tigela de leite talhado doce.

  • Tagine: muito popular no país, leva o nome da panela de barro com tampa característica em que é preparado. Pode ser feito com frango, vegetais, cordeiro ou carne bovina, sempre com uma combinação de especiarias. Na hora de servir, uma fatia de pão costuma acompanhar o prato.

  • Sopa de caracol: encontrada em diversas barracas pelas ruas do Marrocos, é uma receita simples e cheia de sabor. Os caracóis são retirados das conchas com um palito e, depois, o caldo é consumido diretamente.

Comidas afro-brasileiras

As comidas afro-brasileiras vão muito além da simples combinação de ingredientes. Em cada receita, estão presentes tradições e histórias que atravessaram gerações e ganharam novos significados em diferentes partes do Brasil.

 

Na Bahia e em outros destinos do Nordeste, essa herança aparece à mesa de um jeito especial, em pratos que fazem parte da rotina, das celebrações e da identidade local. Conhecer essas receitas é também se aproximar da cultura e das histórias que ajudam a formar o país.

Acarajé: comida africana que virou patrimônio cultural do Brasil

Entre as comidas afro-brasileiras, o acarajé é um dos principais símbolos da herança africana no Brasil. O bolinho de feijão-fradinho é preparado de forma artesanal, temperado com sal e cebola e frito no azeite de dendê.

 

Depois de pronto, pode receber recheios como vatapá, preparado com ingredientes como castanha de caju, leite de coco, camarão e amendoim. Na Bahia, também é comum pedir o acarajé “quente” ou “frio”, expressões que indicam a quantidade de pimenta: mais ou menos picante.

 

Além do vatapá, o bolinho pode ser servido com camarão seco, salada, vinagrete e outros acompanhamentos. Tradicionalmente vendido pelas baianas de acarajé, o prato pode ser comido sem talheres e faz parte do cotidiano e da identidade gastronômica da Bahia.

Caruru

Uma receita muito saborosa e típica da Bahia, o caruru carrega diferentes influências em sua história. Sua origem é associada à culinária africana, mas há também referências a preparos indígenas semelhantes, feitos com taioba e outras plantas.

 

O prato consiste em um refogado de ervas e ingredientes que pode acompanhar peixes ou carnes. Entre os principais estão o camarão seco, o azeite de dendê, a pimenta-malagueta e o quiabo.

 

A diferença entre o caruru e o vatapá está principalmente na base de cada receita: o caruru tem o quiabo como ingrediente principal, enquanto o vatapá é um creme tradicionalmente preparado com pão dormido.

Abará

O abará também é um bolinho feito a partir de feijão-fradinho moído. Seu preparo envolve cozimento em banho-maria, e depois a massa é embrulhada em folhas de bananeira. É um prato que integra a culinária africana e baiana, mantendo em seu modo de preparo referências às tradições das religiões de matriz africana.

 

Na África, marcava presença em festas religiosas e rituais. No Brasil, passou a fazer parte da culinária baiana e também era vendido pelas mulheres no Centro Histórico.

 

A principal diferença entre o abará e o acarajé está no preparo: o abará é cozido, enquanto o acarajé é frito.

Feijoada

Apesar de ser comum ouvir que a feijoada foi “inventada” pelos escravizados nas senzalas, essa informação não é verdadeira. Com técnicas europeias semelhantes às utilizadas em países como França, Espanha e Portugal, o prato surgiu no final do século XIX, em restaurantes do Rio de Janeiro.

 

Foi posteriormente que a feijoada passou a ser reconhecida como um dos símbolos da culinária brasileira, reunindo influências europeias e africanas. Tradicionalmente, leva feijão-preto e carnes de porco e de boi, acompanhados de farofa, laranja e couve refogada.

Como reconhecer e valorizar a cultura e a tradição por trás das comidas afro-brasileiras?

Valorizar as comidas afro-brasileiras é também reconhecer as histórias e influências que cada receita carrega. Muitos pratos que hoje fazem parte da nossa cozinha foram preservados e transformados ao longo do tempo, tornando-se parte importante da identidade de diferentes regiões do país.

 

Para se aproximar dessa culinária com respeito, vale:

 

  • Valorizar o trabalho artesanal de quem mantém as receitas tradicionais vivas, respeitando os modos de preparo repassados por gerações.

  • Entender a origem dos ingredientes e o contexto social em que pratos como o acarajé e o abará foram consolidados.

  • Prestigiar os lugares que mantêm essa culinária presente, como feiras, mercados, restaurantes e outros espaços tradicionais.

Onde provar comidas afro-brasileiras de forma autêntica e responsável?

Conhecer as comidas afro-brasileiras também é uma oportunidade de descobrir os lugares, as pessoas e as histórias que fazem parte de cada destino. Na Bahia, pratos como acarajé, abará, caruru e outros clássicos estão presentes em feiras, mercados, restaurantes e espaços tradicionais que ajudam a manter essa identidade viva.

 

Hospedando-se nos hotéis Mercure, é possível descobrir endereços para provar a culinária local e aproveitar a viagem para conhecer o melhor de Salvador.

 

  • Mercure Salvador Rio Vermelho: localizado à beira-mar, em uma das regiões mais charmosas e movimentadas de Salvador, é uma boa opção para explorar a gastronomia baiana.

  • Mercure Salvador Boulevard: localizado no Caminho das Árvores, fica em uma região estratégica para circular pela cidade e descobrir diferentes opções de restaurantes e experiências.

  • Mercure Salvador Pituba: situado na região da Pituba, combina praticidade para os deslocamentos com fácil acesso a diferentes pontos da cidade.

 

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